EXPORTAÇÃO BRASILEIRA A UMA RUSIA "SANCIONADA"

EXPORTAÇÃO BRASILEIRA A UMA RUSIA "SANCIONADA"

11 agosto 2014, 12:17
cebero
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Exportadores de carne de Brasil esperam aumentar as vendas a Rússia, depois de que o Governo russo permitiu a dezenas de plantas brasileiras exportar esse produto, ao mesmo tempo em que suspendia importações de alimentos de Europa e Estados Unidos pelas sanções que lhe impuseram, informaram nesta quinta-feira representantes do sector à AFP. 

 O veto de Rússia a exportações de Europa e Estados Unidos "abre uma oportunidade para que Brasil aumente suas exportações a Rússia", disse Ricardo Santin, presidente do sector de Aves da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).

 Rússia autorizou na última semana a 25 plantas brasileiras de produção de aves, e cinco de carne de porco, para exportar a seu território. Ao todo, agora são 38 as plantas brasileiras de frango autorizadas a exportar a Rússia, e 12 as de porco.

 

Rússia também autorizou nesta quarta-feira a 27 plantas de carne bovina brasileira para exportar, as quais se somam às 31 que já foram autorizadas anteriormente, informou à AFP a Associação Brasileira de Exportadores de Carne (ABIEC).

Ainda que Santin advertiu que para garantir o abastecimento Rússia também "pode fomentar a produção local desses produtos, e optar por outros países como Chile e Argentina que também são grandes exportadores".

O presidente russo, Vladimir Putin, realizou uma visita a Brasil em julho que coincidiu com a cimeira dos BRICS (Brasil, Rússia, Índia, Chinesa e África do Sul). Durante essa reunião ambos governos dialogaram sobre a autorização dessas plantas, segundo Santin. Ademais, uma missão de técnicos brasileiros viajou a Rússia ao início desta semana para conseguir a autorização.

 

"A visita de Putin a Brasil e as conversas dos dois governos foram muito positivas para a reabertura", disse Santin. 

A carne bovina é o principal produto que Brasil exporta a Rússia. Os envios desta carne ascenderam a 563 milhões de dólares de janeiro a junho, segundo dados do Ministério de Indústria e Comércio.


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