Experientes vaticinam crescimento em software maligno para dispositivos móveis

Experientes vaticinam crescimento em software maligno para dispositivos móveis

21 agosto 2014, 19:00
Piolin
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O software malignos focados em plataformas móveis como celulares e tabletas continuarão se desenvolvendo com técnicas mais infecciosas e complexas.

Assim o concluíram hoje analistas de segurança reunidos na cidade colombiana de Cartagena.

No corrido do ano a companhia de segurança informática Kaspersky Lab tem detectado 190.000 softwares malignos ou "malware" para dispositivos móveis no mundo, em contraste com 120.000 identificados em todo 2013 e 40.000 em 2012, disse o analista da empresa russa Santiago Pontiroli.

Estes "malware" roubam contas bancárias, propriedade intelectual, informação pessoal e inclusive extorquem (Ransomware) e começam a funcionar quando o utente descarrega e instala uma aplicação maligna, agregou.

O experiente indicou que os criminosos aproveitam o auge de vendas dos celulares inteligentes para procurar as "presas mais simples" e "ter ganhos rápidos e em massa".

Segundo o diretor da equipa de investigação da empresa de análise de segurança informática Alien Vault, Jaime Blasco, os ciberdelincuentes aproveitam a ingenuidade dos utentes para instalar software malignos em seus computadores e dispositivos móveis.

"A tecnologia tem avançado muito, mas o ser humano não", sustentou em referência a que a cada dia as companhias de segurança informática são menos vulneráveis e por isso os criminosos se centram em enganar aos utentes.

Segundo Pontiroli, quem interveio no fechamento da Quarta Cimeira de Analistas de Segurança: "A hiperconectividad e suas consequências à privacidade e segurança" organizado por Kapersky em Cartagena, os dispositivos móveis mais afetados são os que utilizam a plataforma Android.

Pontiroli afirmou que este sistema operativo, o mais usado em países como Argentina e Brasil, é vítima a mais do 98 % dos softwares maliciosos devido à facilidade de sua programação, o que permite a proliferação de aplicações ilegítimas.

"Android tem mais de um milhão de aplicações legítimas e entre 2012 e 2013 conheceram dez milhões de aplicações maliciosas", acrescentou.

"Android tiene más de un millón de aplicaciones legítimas y entre 2012 y 2013 se conocieron diez millones de aplicaciones maliciosas", añadió.

Em América Latina boa parte das aplicações malignas oferecem material pornográfico, asseverou Pontiroli.

Rússia, Índia, Vietname, Ucrânia e Reino Unido são os países mais afectados no mundo por "malware" em dispositivos móveis, segundo os dados de Kapersky Lab.

Os experientes coincidiram em que para evitar ser vítima de ataques cibernéticos se precisa uma "sã paranoia" e desconfiança ao momento de instalar aplicações nos dispositivos móveis e ao aceder a enlaces de correios electrónicos.

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