Investir no mercado externo é a estratégia para crescer

Investir no mercado externo é a estratégia para crescer

19 março 2015, 17:30
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As empresas presentes no painel "Perspectivas para as empresas Portuguesas" cedo perceberam que o mercado português seria pequeno para garantir o crescimento do negócio. Visabeira Global e Frulact, cada uma à sua dimensão, já conquistaram o estatuto de multinacional e realizam mais de metade das vendas fora de Portugal. 

Em declarações ao Diário Económico, à margem da conferência promovida pela Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas (OTOC), o presidente da Visabeira Global, cujo ‘core-business' é gerir redes de infra-estruturas de telecomunicações, Pedro Reis, revela que "o mercado externo já representa 57% das vendas totais" que ascendem a 631 milhões de euros.

Sem querer se comparar "a uma EDP ou Portugal Telecom que são maiores", a mesma fonte não negligencia o estatuto de multinacional que tem vindo a conquistar e que faz com que já esteja em mercados tão diferentes como Moçambique, Angola - onde "investir é incontornável" - ou os países da Europa. A estratégia já está definida: continuar a reforçar a internacionalização em países, como por exemplo, a Alemanha e França. Isto sem esquecer novos mercados que já estão no radar como a América Latina. O presidente da Visabeira Global lembrou ainda que o grupo tem conseguido "uma taxa de crescimento anual de 14%. Temos crescido sempre em volume de negócios e EBITDA".

Para a empresa de Barcelos que produz preparados de fruta, a Frulact, Portugal já representa menos de 5% das vendas. Os restantes países da Europa já são responsáveis por 55% do negócio, enquanto os mercados fora do espaço europeu têm um peso de cerca de 40%. Face a este cenário, o administrador financeiro do grupo, Duarte Faria, não tem dúvidas: "Neste momento, a Frulact é uma empresa que está activamente na internacionalização, sobretudo fora da Europa" que já conta com duas operações em Marrocos que "acompanham o mercado do Norte de África e Médio Oriente". Além da operação na África do Sul que responde a "toda a zona da SADC".

Num painel dedicado às empresas, o Bastonário da OTOC, Domingues de Azevedo, incentivou os empresários a reivindicarem os seus direitos, ao mesmo tempo que se questionou porquê que "a classe empresarial se rejubila pela diminuição da taxa de IRC quando [esta medida] incorpora uma contradição que resulta da tributação autónoma". Domingues de Azevedo denunciou ainda o facto de o sistema fiscal "funcionar com uma dualidade de princípios e de critérios" já que para devolver valores e juros aos contribuintes exige sempre um requerimento e outros procedimentos burocráticos.

 

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