PIB do 1ºtri do Japão não é tão bom quanto parece, dizem analistas

PIB do 1ºtri do Japão não é tão bom quanto parece, dizem analistas

20 maio 2015, 18:32
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Apesar de ter ficado bem acima das estimativas, o crescimento anual de 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão nos três primeiros meses de 2015 não é tão bom quanto parece e pode desacelerar no segundo trimestre, dizem analistas.

Isto acontece porque, embora a economia tenha crescido 0,6% em comparação ao último trimestre de 2014, 0,5 pontos porcentuais (2,0% do crescimento anual) podem ser creditados ao aumento de estoques.

"Como isso reflete um excesso de produção na composição da demanda final, fica difícil ter uma perspectiva positiva", escreveram analistas do Barclays.

A prevalência do aumento de estoques no crescimento do primeiro trimestre "pode ser atribuída à fraca demanda por bens", disse em nota Junichi Makino, economista chefe da SMBC Nikko Securities. Para o analista, embora o consumo tenha tido um crescimento anual de 1,4%, seus fundamentos ainda são "fracos".

Para Tomo Kinoshita, economista chefe da Nomura Securities, os dados indicam que a economia japonesa deve desacelerar levemente no segundo trimestre antes de "retomar a rota de recuperação" na segunda metade do ano. Isso acontece porque as empresas, especialmente do setor automobilístico e de siderurgia, deverão reduzir a produção após o forte aumento dos estoques. Para Kinoshita, salário e bônus não terão crescido suficientemente até lá para compensar essa queda no lado da produção.

Embora considere que os números do primeiro trimestre não tenham sido "muito satisfatórios", o Société Générale acredita que a recuperação deve ganhar força no segundo trimestre. Isso aconteceria por causa do aumento dos salários reais no país, impulsionada pela queda do petróleo, e também pela recuperação econômica dos Estados Unidos, que já tem ajudado as exportações japonesas. "Com o aumento dos gastos das empresas e das famílias, a taxa de crescimento entre abril e junho deve acelerar ainda mais", disseram analistas do banco.

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