Preço do petróleo vai continuar baixo "mais tempo do que o previsto", diz Morgan Stanley

Preço do petróleo vai continuar baixo "mais tempo do que o previsto", diz Morgan Stanley

6 fevereiro 2016, 10:45
Thalya Braga Manilha
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Casa de investimento reduziu previsões trimestrais relativamente ao crude em 51%.

Os preços do petróleo vão continuar baixos "mais tempo do que o previsto", segundo a Morgan Stanley, que reduziu as suas previsões trimestrais relativamente ao crude em 51%.

A Morgan Stanley prevê uma queda dos preços de petróleo em 2016, comparando com a anterior previsão de subida de preços no trimestre, segundo um relatório divulgado esta quinta-feira. O preço médio do 'brent' deverá fixar-se em 29 dólares o barril no último trimestre de 2016, comparando com os 59 dólares da nota da casa de investimento de 18 de Janeiro. 

"A procura abaixo do esperado, um fornecimento acima do esperado, maiores inventários e um aumento dos incentivos ao 'hedging' são factores que adiam o equilíbrio e que abrandam a subida dos preços", segundo a casa de investimento, na nota citada pela Bloomberg.

A Venezuela disse que cinco outros membros da Organização de Países Exportadores de Petróleo (OPEP) podem juntar-se a outros países que não pertencem à OPEP, como a Rússia e o Omã se for convocada uma reunião extraordinária.

Os contatos com os produtores de petróleo têm-se multiplicado para tentar colocar um travão à queda do preço do petróleo, que atingiu no mês passado mínimos de uma década.

A Morgan Stanley espera que o barril de 'brent' custe cerca de 31 dólares no primeiro trimestre deste ano, caindo para 30 dólares o barril no segundo e terceiro trimestre, o que compara com preços de  42 dólares, 45 dólares e 48 dólares em cada trimestre.

"A procura abrandou, com a gasolina e o consumo global a mostrarem sinais de desaceleração", segundo o documento da casa de investimento. "O fornecimento global continua resiliente e deve crescer em 2016, com uma combinação de incentivos aos produtores, o prosseguimento de projetos e um aumento do volume do Irão". 

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