Petróleo cai mais de 2% sem sinais de cortes na produção

Petróleo cai mais de 2% sem sinais de cortes na produção

2 outubro 2014, 14:14
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Os futuros de petróleo operam em forte baixa nesta quinta-feira, 02, com perdas superiores a 2%, diante da falta de sinais de possíveis cortes na produção, apesar da excessiva oferta atual. O Brent, referência do petróleo produzido no Mar do Norte, estava em queda livre mais cedo antes de se recuperar levemente.

"Alguém precisa fazer os cortes (na produção) e não acho que a Arábia Saudita vai fazer isso sozinha", comentou Bjarne Schieldrop, da SEB Commodity Research.

A Arábia Saudita, cujos alterações na produção contribuem para ajustar os preços, ainda não agiu com qualquer redução significativa. Ontem, o país decidiu reduzir os preços de seu petróleo, pressionando os futuros e sinalizando que espera que as cotações permaneçam em níveis baixos.

"Isso está criando um cenário muito interessante para a reunião da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo)", marcada para 27 de novembro, disse Schieldrop. Segundo o analista, os sauditas estão defendendo sua participação de mercado, numa "luta aberta de preços" com a África Ocidental, o Irã e o Iraque.

A situação pode se complicar após 24 de novembro, data final para o fechamento de acordos sobre o programa nuclear do Irã. Se houver um pacto satisfatório para a comunidade internacional, mais 1 milhão de barris de petróleo iraniano poderão voltar ao mercado a partir do próximo ano.

O Commerzbank, por sua vez, afirmou que a queda inesperada nos estoques de petróleo dos EUA, divulgada ontem pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano, teve efeito de alta apenas temporário nos preços da commodity. Segundo o DoE, os estoques de petróleo bruto nos EUA caíram 1,363 milhão de barris na semana passada, para 356,635 milhões de barris, o menor nível em oito meses.

Às 8h14 (de Brasília), o Brent para novembro caía 2,19%, a US$ 92,10 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres, enquanto o petróleo para o mesmo mês recuava 2,09%, a US$ 88,83 por barril, operando abaixo da marca psicologicamente importante de US$ 90,00. Fonte: Dow Jones Newswires.

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