México: Senado aprova últimas leis da reforma energética

México: Senado aprova últimas leis da reforma energética

13 agosto 2014, 09:23
Alejandromarcos
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O Congresso do México concluiu a aprovação em sua totalidade das regras de uma ampla reforma energética que rompem com mais de sete décadas de monopólio estatal e abre a possibilidade de que empresas privadas possam explorar e produzir petróleo e gás no país.


Previamente aprovada na câmara baixa, o Senado aprovou na noite de quarta-feira por 78 votos a favor e 26 contra a última parcela das leis com as regras específicas para implementação da reforma energética, a peça central de uma série de mudanças econômicas que o presidente do país, Enrique Peña Nieto, pretende fazer.

Agora, Peña Nieto deverá promulgar as chamadas leis secundárias para a entrada em vigor da reforma, o que poderá ocorrer na próxima semana, segundo ele mesmo declarou há pouco.

O governo espera que, com a reforma, cheguem ao país bilhões de dólares em investimentos e que se incremente a fraca produção petroleira, que atualmente é de cerca de 2,5 milhões de barris de petróleo por dia. A expectativa é de que a produção diária suba para 3,0 milhões de barris em 2018 e 3,5 milhões de barris em 2025.

Repercussão


Pelo twitter, Peña Nieto comemorou a decisão do Senado. "Hoje foi dado um grande passo para o futuro dos mexicanos. Aproveitaremos melhor e de forma sustentável nossos recursos estratégicos. Teremos um México mais competitivo e próspero", escreveu o presidente na rede social.

O economista-chefe do Bank of America Merrill Lynch no México, Carlos Capistrani, disse à Associated Press que "de todas as reformas que foram feitas até agora por Peña Nieto, esta é, sem dúvida, a mais importante, pois tem potencial de transformar o país".

Por outro lado, a esquerda, que se opôs à reforma sob o argumento de que se privatizará um setor vital para a economia do país, prometeu tentar fazer uma consulta popular sobre o assunto em 2015 para tentar reverter as modificações legais. "Vamos lutar para mudar o que hoje eles [o governo] dão como fato consumado", disse o senador do partido Revolução Democrática Miguel Barbosa.

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