Petrobras fica longe de bater metas

Petrobras fica longe de bater metas

12 agosto 2014, 13:17
Piolin
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Especialistas do setor colocaram em dúvida a capacidade de a empresa atingir as metas definidas para o período sem um reajuste. Sem apresentar data para o aumento dos preços da gasolina e do diesel — e cuidadoso com as declarações —, Barbassa afirmou que a empresa continua “com a meta de alinhar os preços domésticos às métricas internacionais”. Na sexta-feira, a estatal divulgou lucro de R$ 10,3 bilhões no primeiro semestre. O resultado representa uma queda de 25% em relação a igual período de 2013.

Diante da perspectiva de novos reajustes, as ações da Petrobras fecharam em alta na Bovespa: os papéis preferenciais (sem direito a voto) avançaram 4,29% e os ordinários (com direito a voto) subiram 3,47%. Apesar de Barbassa lembrar que os reajustes são debatidos mensalmente nas reuniões do Conselho de Administração, analistas questionam a viabilidade de a estatal atingir a meta de 2,5 vezes a relação entre endividamento líquido e geração de caixa operacional, medida pelo Ebtida, até dezembro de 2015. Ao fim de junho,o indicador era de 3,94 vezes.

— Continuamos afirmando que no fim de 2015 vamos chegar com a meta atingida. O crescimento da produção já mostra uma alavanca importante. Data (para o reajuste dos combustíveis) eu não tenho — disse Barbassa.

 

BARBASSA NEGA INFLUÊNCIA DA ELEIÇÃO

Indagado se eleição é uma das variáveis para o reajuste, Barbassa negou:

— As variáveis são câmbio, preço do petróleo, demanda interna, produção de petróleo e derivados.

Em julho, a companhia produziu 2,049 milhões de barris de petróleo por dia, alta de 2% em relação a junho. Se de um lado analistas de mercado se mostraram otimistas com relação às perspectivas da melhora dos resultados operacionais, por outro, a falta de perspectiva de um reajuste de preços dos combustíveis continua sendo ponto negativo. Para Cláudio Duhau, da Ativa, um reajuste de preços é fundamental:

— Se não houver um reajuste de preços, vai ficar complicado a Petrobras conseguir reduzir seu nível de endividamento. A “queima” de caixa é muito forte com os elevados investimentos. Vai ter que ter aumento de preços, ou contrair novas dívidas, ou deixar de investir.

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