Petróleo interrompe rali e cai com sinais de que oferta permanece excessiva

Petróleo interrompe rali e cai com sinais de que oferta permanece excessiva

4 fevereiro 2015, 15:02
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Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta quarta-feira, com parte do mercado questionando o rali que reverteu as perdas da commodity no ano em apenas quatro sessões.

A série de altas levou os preços do petróleo a subirem mais de 15% desde a última quinta-feira, no que foi o maior avanço registrado em seis anos. O motivo para a valorização dos contratos foi uma queda na atividade de perfuração nos Estados Unidos, um primeiro sinal de que a produção no país está sendo afetada pelos baixos preços, o que traz impacto para a oferta futura da commodity.

Entretanto, os resultados desse processo podem levar meses até serem sentidos no mercado internacional do petróleo, segundo analistas. "A base para uma recuperação firme dos preços na segunda metade do ano assenta sobre a expectativa de queda na produção de petróleo nos Estados Unidos. No curto prazo, no entanto, o aumento dos preços é exagerado em nossa perspectiva, já que ainda há uma sobreoferta considerável", afirmam economistas do Commerzbank em nota a clientes.

O rali dos últimos dias pode pôr em risco uma recuperação mais sustentável do petróleo. De acordo com economistas do banco Morgan Stanley, a produção nos Estados Unidos precisa cair acentuadamente para equilibrar o mercado e, para isso, é necessário que os preços continuem baixos. "Se o rali for muito além desse ponto, vemos o risco de um comportamento contraproducente que afastará a recuperação e nos deixará menos otimista na segunda metade do ano e em 2016", afirma a instituição financeira.

Às 9h21 (de Brasília), o Brent para março caía 2,05%, para US$ 56,72 por barril, na plataforma eletrônica ICE, em Londres. Na Nymex, o petróleo para o mesmo mês recuava 3%, a US$ 51,46 por barril.

Além disso, os estoques da commodity nos Estados Unidos aumentaram em 6,1 milhões de barris na semana passada, de acordo com dados divulgados pelo American Petroleum Institute (API) ontem. Analistas preveem um crescimento menor, de 3,7 milhões de barris, em números de estoques oficiais que serão divulgados hoje, às 13h.

O mercado também observa de perto os cortes de investimento e de gastos das maiores petroleiras do mundo. Reduções do tipo já foram anunciadas pela BP, pelo BG Group e pela estatal chinesa Cnooc. Fonte: Dow Jones Newswires.

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