Semana decisiva para os mercados

Semana decisiva para os mercados

14 junho 2016, 09:09
Anderson de Carvalho Manilha Braga
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Esta será uma das mais importantes semanas do ano, pois vários bancos centrais irão se pronunciar sobre as suas taxas de juro de referência. Neste capítulo, o principal destaque vai para a Reserva Federal Americana, que anunciará esta quarta-feira a sua taxa de juro de referência.

É esperado que os responsáveis da FED mantenham a "Fed Funds Rate" inalterada pois o modesto crescimento registado no primeiro trimestre (0,8%) bem como a fragilidade no mercado de trabalho americano, que acrescentou apenas 38.000 novos postos de trabalho em Maio, serão argumentos a favor de tal decisão.

Assim, será importante perceber através do discurso da Presidente da FED Janet Yellen,  como poderá a sua taxa de referência evoluir até ao fim do ano.

A par da FED, também os Bancos Centrais Inglês, Suíço e Japonês terão as suas respectivas reuniões sobre política monetária.

Também em termos de dados macroeconômicos, serão conhecidas as vendas a retalho, a inflação e a produção industrial americanas referentes ao mês de Maio.

 Terça-feira:

No dia seguinte, serão publicados os dados relativos às vendas a retalho americanas, onde se espera um crescimento pelo segundo mês consecutivo enquanto na Europa serão publicados os dados relativos ao crescimento do emprego e à produção industrial. A empresa MSCI publicará ainda a sua revisão anual sobre as classificações de mercados, onde alguns países poderão ver a sua classificação alterada por exemplo de mercado emergente para mercado desenvolvido. Estas reclassificações poderão levar muitos investidores passivos a alterarem os seus investimentos, podendo portanto acontecer grandes fluxos monetários para dentro ou fora destes ativos.

 Quarta-feira:

Na quarta-feira, a FED publicará a sua decisão quanto à sua taxa de juro de referência com posterior discurso da sua presidente, Janet Yellen. Eu não espero que a taxa seja alterada mas será importante analisar as palavras de Yellen sobre o tépido crescimento no primeiro trimestre bem como sobre o último reporte sobre o mercado de trabalho americano. Recorde-se que no início do presente ano eram esperadas diversas subidas da “Fed Funds Rate” e o fato é que passados seis meses ainda nenhuma aconteceu. Este receio por parte da FED sobre a capacidade da economia americana de “suportar” um incremento na taxa de juro de referência, tem criado alguma instabilidade nos mercados financeiros. Em Portugal, o Governador do Banco de Portugal,  estará numa audição parlamentar sobre o caso BANIF.

Quinta-feira:

Na Quinta-feira serão publicados os dados relativos à inflação americana e europeia bem como o boletim econômico do BCE. O Banco Central Japonês, que este ano tem dificuldades com a valorização do Iéne, terá a sua decisão de política monetária, assim como o Banco Central Inglês, uma semana antes do voto sobre o “Brexit”. Não são assim esperadas alterações às taxas de referência destes dois bancos centrais.  Também o Banco Central Suíço, publicará a sua decisão sobre a sua taxa de juro de referência, atualmente em -0.75%, cerca de um ano e meio depois de terminar a ligação do Franco Suíço com o Euro. Os ministros das finanças da Zona Euro estarão reunidos para discutirem, uma vez mais, a questão grega.

Sexta-feira:

Para terminar a semana, será publicado o índice de preços no produtor Português e dois membros do BCE discursarão. Destaque para o discurso de Mario Draghi, pois acontecerá dois dias depois da reunião da FED, pelo que podemos esperar alguma volatilidade esta semana no valor do EUR face ao USD. A semana terminará como sempre, com a publicação do numero de poços de petróleo ativos por parte da empresa Baker Hughes.

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