Reservas de petróleo podem atingir nível recorde. WTI cai mais de 3%

Reservas de petróleo podem atingir nível recorde. WTI cai mais de 3%

18 março 2015, 15:00
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O inquérito da Bloomberg indica que os inventários podem ter aumentado em 4,4 milhões de barris na semana passada para um total de 453,3 milhões, o valor mais elevado de sempre. Os dados oficiais são revelados esta tarde mas, para já, as previsões estão a provocar uma forte queda dos preços da matéria-prima.

Os preços do petróleo continuam a cair nos mercados internacionais. O West Texas Intermediate desce 3,11% para 42,11 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações europeias, recua 0,95% para 53 dólares por barril. 

Os preços da matéria-prima estão assim próximos de "bear market", ou seja, mercado urso. A penalizar a evolução do "ouro negro" estão as estimativas para as reservas petrolíferas nos Estados Unidos. Os dados oficiais vão ser revelados esta quarta-feira, 18 de Março, mas um inquérito da Bloomberg aponta que os inventários terão, provavelmente, crescido 4,4 milhões de barris na semana passada para um total de 453,3 milhões de barris - um novo recorde. Já o Instituto Americano do Petróleo aponta que a oferta terá crescido na ordem dos 10,5 milhões de barris.

 Com as reservas a registarem um crescimento desta ordem, o excesso de oferta que se verifica no mercado é agravado, o que pressiona a cotação da matéria-prima. "A actual deterioração do cenário da oferta e da procura continua a não dar sinais de interrupção", afirmou à Bloomberg Michael McCarthy, da CMCM Markets, em Sydney na Austrália. 

"Com receios do lado da procura nesta equação, parece que nos dirigimos para os 40 dólares" por barril nas próximas sessões, acrescentou. 

Além disso, a produção de petróleo dos Estados Unidos continua no nível mais elevado em 30 anos, mesmo depois de os produtores terem reduzido o número de plataformas de exploração em funcionamento. "A produção dos Estados Unidos continua a dominar as discussões, na medida em que a redução das plataformas não resultou numa diminuição da oferta", referiu Amrita Sem, analista-chefe da Energy Aspects, num relatório citado pela Bloomberg, esta terça-feira, 17 de Março.

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