Colômbia brilha em economia?

Colômbia brilha em economia?

11 agosto 2014, 08:51
Paulogabi
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Algumas fortalezas: a inflação é baixa, a dívida pública encontra-se em níveis sustentáveis e as finanças estatais mostram um saldo em vermelho pequeno, com tendência a diminuir. 

 No final de julho, a agência avaliadoras de crédito de risco Moody’s elevou-lhes sua nota aos títulos de dívida governamentais, o qual foi visto como uma mensagem de confiança no manejo dos assuntos fiscais e as possibilidades do país.

Faz uma semana, a prestigiosa revista The Economist publicou um artigo no qual assinalava que Colômbia está a ponto de ser a nação com a taxa de crescimento mais alta em América Latina, dentro das do grupo de maior relevância.

 Que a faz diferente? Para Alicia Bárcena, a secretária executiva da CEPAL, “a diferença do resto da região, em Colômbia tem tido uma alta demanda interna”. “O país pôde mudar de sector líder sem maiores traumatismos”, diz o presidente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), Luis Alberto Moreno.  Em contraste, peruanos e chilenos têm saído golpeados pela baixa do ouro e o cobre, enquanto brasileiros e argentinos enfrentam uma considerável queda nos valores do milho, por culpa de uma produção recorde em Estados Unidos. Posto de outra maneira, em aquilo que alguns chamam a loteria dos produtos básicos desta vez sacamos os números corretos. Também não podem-se desconhecer outras fortalezas: a inflação é baixa, a dívida pública encontra-se em níveis sustentáveis e as finanças estatais mostram um saldo em vermelho pequeno, com tendência a diminuir.   

 

 Devido a isso, o país é um destino atraente para o investimento estrangeiro, tanto com destino a projetos tangíveis como à compra de papéis que entregam uma boa combinação de rentabilidade e risco. “Se as circunstanciais atuais mantêm-se e os planos governamentais de investimento cumprem-se, Colômbia deveria superar de maneira consistente à maioria de nações da região em termos de desempenho”, sustenta Moreno, cabeça do BID.

 Este compromisso foi evidente nas palavras do presidente Juan Manuel Santos na quinta-feira, em seu discurso de posse.

No entanto, não há dúvida de que há perigos. Se isso ocorre –ou se há um evento que dispare o risco político–, os inversores estrangeiros que têm comprado papéis financeiros podem decidir os vender e fazer que a taxa de mudança se dispare.  . “Uma desvalorização moderada do peso não faz dano, mas uma exagerada sim”, recorda Reina.

“Uma das tarefas pendentes é a diversificação de estrutura da indústria exportadora, porque os países não podem depender de um sozinho produto e também não de poucos destinos”, sustenta Bárcena, da CEPAL, quem também faz questão da importância de ampliar a base produtiva.  

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