Mercados em Zoom: Lisboa fecha segunda sessão no vermelho pressionada por EDP e JM

Mercados em Zoom: Lisboa fecha segunda sessão no vermelho pressionada por EDP e JM

3 setembro 2014, 13:24
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Quedas superiores a 2% da Jerónimo Martins e da EDP empurram principal índice nacional para perdas numa Europa maioritariamente ganhadora. Juros da dívida de Portugal prosseguem agravamento depois de anunciada emissão sindicada a 15 anos.

PSI 20 5.887,00 pontos (-0,37%)
Lisboa voltou a encerrar com perdas pressionada pelas quedas da EDP e da Jerónimo Martins e apesar dos ganhos superiores a 2,5% da PT. As acções da Espírito Santo Saúde fecharam a sessão abaixo do valor oferecido pelos mexicanos da Ángeles, que em 19 de Agosto propuseram 4,30 euros por título na proposta preliminar de OPA. O dia foi marcado – tal como ontem – pela elevada liquidez do título, com mais de 2,5 milhões de acções a mudarem de mãos, quase dez vezes acima da média diária dos últimos seis meses.

Stoxx Europe 600 342,75 pontos (-0,03%)
As acções europeias encerraram pouco alteradas, após duas sessões consecutivas de ganhos, com alguns títulos a beneficiar de recomendações positivas de casas de investimento (caso dos títulos das industriais Vallourec e Weir). Além de Lisboa, outra das excepções aos ganhos nas praças da Europa foi Paris. Nos últimos dias, as valorizações dos títulos do Velho Continente têm sido suportadas pela possibilidade de novos estímulos económicos que podem sair da reunião do BCE depois de amanhã.

S&P 500 2.002,18 pontos (-0,06%)
No regresso de um fim-de-semana prolongado, Nova Iorque negoceia sem tendência comum, com os principais índices na linha de água e, ainda assim, o S&P 500 acima dos dois mil pontos. Os investidores digerem novas notícias positivas hoje conhecidas – o Institute for Supply Management surpreendeu ao divulgar dados melhores do que o esperado na produção manufactureira. Entre os três principais índices, só o tecnológico Nasdaq acumula ganhos.

Juros de Portugal a 10 anos 3,238% (0,048)
O risco associado às obrigações nacionais continua a agravar-se e agora a um ritmo mais elevado, depois de esta manhã ter sido conhecido o regresso em breve de Portugal aos mercados para uma emissão sindicada de dívida a 15 anos. A tendência de apreciação é comum aos restantes periféricos, naquilo que os analistas consideram uma “pausa” na série de recuos iniciada depois das palavras de Mario Draghi em Jackson Hole, EUA.

Dólar €0,7621 (0,05%)
A moeda norte-americana segue a valorizar para máximos de sete meses face a 10 divisas depois dos sinais positivos na economia norte-americana - expansão da produção manufactureira e da construção nos EUA em Agosto – e perante a especulação que o ritmo de recuperação pode levar a Reserva Federal a equacionar uma antecipação do aumento das taxas de juro. O euro desliza para o valor mais baixo em pouco mais de um ano, na expectativa de novos estímulos que possam sair quinta-feira da reunião do BCE.

Ouro $1.265,40 (1,71%)
O preço da onça de ouro recua para mínimos de mais de dois meses e meio com a maior desvalorização intradiária desde Maio, em resultado de uma procura mais acentuada dos investidores pelo dólar e depois de novos dados positivos para a economia norte-americana. Estes dados também colocam pressão compradora sobre o cobre, pela expectativa de um aumento da procura na maior economia do mundo.

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