Petrobras vê produção se normalizar após queda na adesão à greve

Petrobras vê produção se normalizar após queda na adesão à greve

23 novembro 2015, 18:00
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A Petrobras informou nesta segunda-feira (23) que a extração de petróleo e gás no Brasil está se normalizando após a maioria das entidades sindicais ter aprovado o encerramento da greve dos petroleiros, que registrou severo impacto na produção desde o início do mês.

Segundo a estatal, deixaram de ser produzidos 2,29 milhões de barris de petróleo e 48,4 milhões de metros cúbicos de gás natural foram indisponibilizados em função da paralisação, que marcou um dos maiores movimentos dos petroleiros em 20 anos.

Apesar do impacto nos volumes, "a Petrobras confirma a manutenção da sua meta de produção" de 2,125 milhões de barris/dia de petróleo no Brasil para o ano de 2015, informou a companhia em comunicado.

No dia 17, a Petrobras chegou a informar que a greve dos petroleiros, iniciada em 29 de outubro, teve um impacto sobre a produção de petróleo da ordem de 100 mil barris por dia desde o dia 9 de novembro - o que equivalia, segundo a estatal, a 5% da produção no Brasil.

Analistas disseram na semana passada que a greve não comprometeria a meta de produção se fosse encerrada ainda em novembro.

Na última sexta-feira, o Sindipetro Norte Fluminense, que congrega trabalhadores da maioria das plataformas da Bacia de Campos, votou pelo encerramento da greve.

A Bacia de Campos, principal região produtora de petróleo do Brasil, registrou grande adesão dos trabalhadores durante o movimento. O Sindipetro chegou a ignorar indicação pelo fim do movimento dada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP).

A greve protestou especialmente contra o plano de desinvestimento da empresa e contra cortes de investimentos.

O sindicato avaliou que a formação de um grupo de trabalho, com representantes da FUP e da Petrobras, para discussão de alternativas ao Plano de Negócios e Gestão que vinha sendo implementado pela companhia "é uma conquista sem precedentes no campo da influência dos trabalhadores sobre a condução dos destinos da empresa".

A greve
A greve foi iniciada no dia 29 de outubro por cinco sindicatos que compõem a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP). No dia 1º de novembro, uniram-se ao movimento os sindicatos filiados à Federação Única dos Petroleiros (FUP), incluindo o da Bacia de Campos.

A categoria pedia inicialmente reajuste salarial de 18%. No dia 11 de novembro, a Petrobras apresentou proposta de 9,53% nas tabelas salariais. Dois dias depois, a FUP recomendou o fim da greve.

A paralisação também protestava contra o plano de venda de ativos da estatal e buscava manter direitos dos trabalhadores, em meio às dificuldades financeiras da estatal.

Contrária ao plano de desinvestimentos na Petrobras, a FUP reivindicava interrupção do processo de terceirização em curso na empresa e a retomada dos investimentos no país.

"Respaldados pela greve, a FUP e os seus sindicatos buscaram junto à presidência da Petrobras o atendimento de outros pleitos considerados determinantes para a categoria. Nesta sexta-feira (13), a empresa formalizou em documento os pontos que foram discutidos com o presidente Aldemir Bendine", informou a FUP em nota.

"As propostas elencadas na Pauta pelo Brasil para garantir a retomada dos investimentos e a preservação dos ativos da Petrobras serão analisadas em um grupo de trabalho técnico e paritário, formado por representantes da empresa e da FUP, que terá 60 dias para elaborar um relatório que será encaminhado à direção da companhia e ao governo federal."

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