Previsão semanal: 2 – 6 de novembro

Previsão semanal: 2 – 6 de novembro

1 novembro 2015, 23:26
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Na sexta-feira, o dólar foi negociado em baixa em comparação com as principais divisas, já que os investidores obtiveram benefícios durante a retoma depois de a Reserva Federal afirmar que talvez subisse as taxas de juros na sua próxima reunião de dezembro. O índice do dólar – que avalia a força da moeda contra outras seis moedas – caiu 0,38% para 96,99 no final do dia e terminou a semana com uma queda de 0,23%.

O dólar foi pressionado após ter sido publicado, na sexta-feira, que o gasto dos consumidores nos Estados Unidos subira apenas 0,1% em Setembro, o valor mais baixo em oito meses. Um outro relatório mostrou que o índice de preços do gasto no consumidor havia diminuído 0,1%, a sua primeira queda desde janeiro. A subida das taxas de juros prevista para o final do ano pareceu ter sido acalmada por estes dados.

Depois de o Banco do Japão decidir manter inalterada a sua política monetária, o yen ganhou força. Por outro lado, isto reduziu as suas expetativas de crescimento e inflação e indicou que poderia expandir o seu programa de estímulos no próximo mês.

O par USD/JPY baixou para os 120,29 para se reposicionar nos 120,61 no final da sessão. Enquanto isso, o par EUR/JPY caiu para os 132,26 e terminou em 132,69. A moeda única avançou graças a um relatório que indicava que a zona euro havia saído da deflação em outubro.

O índice de preços para o consumidor da zona euro, segundo dados anunciados na sexta-feira, foi visto em alta no mês passado, situando-se em zero depois de ter caído 0,1% em setembro. Contudo, continuará a ser afetado pelo baixo preço da energia. A taxa de desemprego da zona euro, segundo outro relatorio, voltou aos 10,8% em setembro, após os 10,9% registados em agosto. Estes dados reduziram a pressão sobre o Banco Central Europeu para que prolongasse o seu programa de estímulos monetários.

A libra esterlina também se viu fortalecida em relação ao dólar; o par GBP/USD subiu 0,76% até 1,5426, enquanto crescia a previsão de que o Banco de Inglaterra subiria as taxas de juro antes do previsto.

O dólar australiano e o neozelandês viram-se fortalecidos pela subida de preços do petróleo. O par AUD/USD avançou 0,87% para 0,7135 no final do dia de sexta-feira, enquanto o NZD/USD se fortaleceu 1,3% para encerrar em 0,6780.

A moeda neozelandesa recebeu um impulso extra depois de se ter sabido que a confiança empresarial da nação aumentara em outubro pelo segundo mês consecutivo.

Para esta semana, os investidores estarão dependentes da publicação do relatório de sexta-feira sobre o emprego nos Estados Unidos, de modo a ter uma ideia mais clara sobre o estado da economia. As publicações dos bancos centrais do Reino Unido e da Austrália também estarão no centro das atenções.

 Segunda-feira, 3 de novembro

O Reino Unido irá publicar um relatório acerca da atividade de manufatura.

O Instituto de Gestão de Suprimentos divulgará dados sobre a atividade do seu setor de manufatura nos Estados Unidos.

A Austrália divulgará dados acerca de concessões de licenças de construção.

A China trará à superfície dados sobre o índice Caixin acerca do setor de manufatura.

A Suíça divulgará dados sobre vendas a retalho.

Terça, 3 de novembro

A Espanha publicará dados sobre o número de desempregados.

O Reino Unido tornará públicos os dados das pesquisas sobre a atividade no setor da construção.

A União Europeia publicará dados sobre pedidos a fábricas.

No Japão é feriado, razão pela qual os mercados nipónicos permanecerão encerrados.

O Banco da Reserva da Austrália divulgará a sua taxa de referência, que traça as condições económicas e os fatores que afetam a decisão da política monetária.

Quarta-feira, 4 de novembro

Os Estados Unidos e o Canadá apresentarão os seus dados sobre o comércio e o ISM publicará dados sobre a atividade do setor de serviços norte-americano.

A presidente da Reserva Federal, Janet Yellen, fará uma declaração sobre a regulamentação bancária perante o Comité de Serviços Financeiros do senado, em Washington.

A Nova Zelândia divulgará a sua informação trimestral sobre o emprego.

A Austrália tornará públicos os dados sobre vendas a retalho e sobre a sua balança comercial.

A China anunciará a leitura do índice Caixin sobre o setor dos serviços.

Mario Draghi, presidente do BCE, deverá falar num evento em Frankfurt.

Os Estados Unidos trarão a público a informação da ADP sobre a criação de emprego no setor privado.

Quinta-feira, 5 de novembro

O Banco de Inglaterra publicará a sua decisão sobre as taxas de juros e as atas da sua reunião sobre política monetária. O banco publicará também a sua informação trimestral sobre a inflação.

Os Estados Unidos divulgarão dados sobre solicitações de ajuda aos desempregados e também dados preliminares sobre os custos da mão de obra.

O governador do Banco da Reserva Federal da Austrália, Glenn Stevens, fará um discurso num evento em Melbourne.

O Banco do Japão divulgará as atas da sua última reunião sobre política monetária.

A Alemanha tornará públicos os dados sobre pedidos de manufatura.

Sexta-feira, 6 de novembro

O Canadá divulgará, no seu relatório mensal, dados sobre o emprego e concessões de licenças de construção.

Os Estados Unidos deverão encerrar a semana tornando público o seu relatório sobre o emprego no setor agrícola.

O Banco da Reserva da Austrália divulgará uma declaração sobre política monetária.

O Reino Unido publicará um relatório sobre a produção industrial e a balança comercial. 

Redação Óttmar Flórez, tradução Inês Gonçalves

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