BCE prepara um "presente" de ano novo para os traders. Análise Fundamental em 26/10/2015

BCE prepara um "presente" de ano novo para os traders. Análise Fundamental em 26/10/2015

26 outubro 2015, 15:08
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BCE prepara um "presente" de ano novo para os traders


O evento mais esperado da última semana foi a reunião do BCE e a seguir a conferência de imprensa por Mario Draghi. Nas atuais circunstâncias em que a economia da zona do euro realmente não está com muita pressa para se erguer, sendo quase inevitável que o mercado não perceba a possibilidade de continuidade da política de flexibilização pelo regulador. A questão foi apenas a partir de que lado o BCE prefere iniciar - expandir a compra de ativos ou reduzir a taxa de depósito.

Na verdade, aqui é que está a grande surpresa, pois quando Draghi disse que o regulador está pronto para baixar as taxas, e expandir a "flexibilização qualitativa" (atualmente o limite do programa é de 1,1 trilhões de euros). É lógico que o eurodólar reagiu a tais declarações com colapso enorme. Provavelmente que a decisão final seja tomada na última reunião do BCE neste ano (03 de dezembro), o poderá ser um bom presente de ano novo para os traders.

Vale a pena notar que os resultados do segundo trimestre o PIB da Zona do Euro apresentou um aumento de 0,4%. No entanto, os dados atuais da Alemanha, que é a maior economia da união monetária, não infundiram otimismo por causa da queda nas exportações ao longo dos últimos seis anos. E isso está relacionado com a queda contínua na demanda da China, sendo as suas relações comerciais respondem por um quarto das exportações de toda a Europa.

Por conseguinte são muitas as dúvidas quanto à eficácia das medidas atuais. 6000Se ocorrer como se espera, o BCE poderá elevar o limite de compras mensais de ativos dos atuais 60 bilhões de euros até 80 bilhões, sendo pouco provável que isso possa expandir dramaticamente a economia europeia para o crescimento. O mais certo é que isso provavelmente apenas ameniza a provável volta do PIB para valores negativos, bem como apoia um pouco a inflação que novamente permanece em torno de zero.

Mais interessante é o fato de que, quando, em setembro do último ano a taxa de depósito foi reduzida para um nível negativo de -0,2%, em seguida, Mario Draghi disse que isso seria "o limite inferior do índice". No entanto, durante este período uma série de países fora da zona do euro (por exemplo a Dinamarca que consideramos numa analise anterior) reduziu sua taxa de depósito para valores ainda mais negativos, e também o efeito destas medidas foi muito controverso.

Em geral, uma série de programas para salvar, isto é, cortes no orçamento, países da zona do euro atingiram em cheio a demanda doméstica. Alemanha colocou como exemplo para todos a sua economia voltada para a exportação. E agora, quando há problemas com as exportações, a procura interna é extremamente fraca, a economia simplesmente não tem para onde crescer. Além disso está certo mais uma vez Mario Draghi que há anos insiste que a solução de problemas deve contar com a participação ativa dos governos nacionais.

Se para a economia da zona do euro o efeito de todas as mais recentes e futuras decisões do BCE ainda são altamente questionáveis, para os mercados esse efeito é óbvio. O movimento do BCE para uma política de flexibilização e os planos do Fed de aumentar as taxas antes do final do ano, definem uma tendência bastante clara na queda ainda maior do eurodólar. Se na semana saírem dados negativos sobre a inflação na zona do euro então essa tendência poderá ser acelerada de forma ainda mais forte.

Departamento de Análise da Empresa RoboForex

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