Taxa de juro máxima nos cartões de crédito atinge novo mínimo

Taxa de juro máxima nos cartões de crédito atinge novo mínimo

5 setembro 2015, 17:00
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O Banco de Portugal divulgou, esta quinta-feira, o valor das taxas máximas a praticar no crédito ao consumo, nos últimos três meses deste ano. Os juros serão mais baixos em todos os segmentos.

É nos cartões de crédito que a taxa de juro praticada pelas instituições financeiras é mais elevada. Contudo, está a diminuir há 12 trimestres consecutivos. No quarto trimestre, a taxa máxima a praticar será de 18,4%, abaixo dos 19% que estão a ser cobrados neste trimestre. Este é mesmo o valor mais baixo desde que o Banco de Portugal começou a publicar estes dados no início de 2010.


A taxa de juro máxima cobrada pelas instituições financeiras neste segmento, que além dos cartões de crédito inclui linhas de crédito, contas correntes bancárias e facilidades de descoberto, chegou a ser de 37,3% no último trimestre de 2012. Um valor elevado que levou a uma alteração no cálculo das taxas máximas, que entrou em vigor no terceiro trimestre de 2013.


Além deste segmento, o Banco de Portugal revelou também uma diminuição nas taxas de juro máximas a aplicar em todos os outros segmentos dos empréstimos ao consumo. No crédito pessoal, com as finalidades de educação, saúde, energias renováveis e alocação financeira de equipamentos, a taxa vai recuar de 5,7% para 5,4%. Já nos outros créditos pessoas, a nova taxa será de 14,8%, abaixo dos 15,4% actuais.


Já no crédito automóvel, a tendência será também de redução generalizada. Nos automóveis novos, na alocação financeira ou ALD, a nova taxa máxima será de 6,2%, abaixo dos 6,6% actuais, enquanto na modalidade com reserva de propriedade será de 10,5%, abaixo dos actuais 10,7%.


Quanto aos automóveis usados, no segmento de locação financeira ou ALD, a taxa máxima será de 7,7%, o que compara com os 8,1% do terceiro trimestre, enquanto no segmento com reserva de propriedade, a  taxa anual de encargos efectiva global (TAEG) máxima cai de 13,4% para 13,2%.

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