COMO AMÉRICA REPRESENTA O 48 % DO BENEFÍCIO DE BANCO SANTANDER?

COMO AMÉRICA REPRESENTA O 48 % DO BENEFÍCIO DE BANCO SANTANDER?

11 agosto 2014, 11:42
Andrealucia
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Banco Santander tem apresentado seus resultados semestrais, com boas notícias: cerca de de 3.700 milhões de dólares (2.756 milhões de euros) de benefício atribuído, isto é, um 22 % que no mesmo período de 2014. Os custos aumentaram um 1 %, enquanto os rendimentos comerciais fizeram-no num 5 %. Seu negócio em América representa o 48 % do total, onde destaca Brasil com um 19 % do ganho neto.  

Banco Santander tem fechado o primeiro semestre de 2014 com um benefício atribuído de 2.756 milhões de euros, o que supõe um aumento do 22 % com respeito ao mesmo semestre do ano passado. O presidente de Banco Santander, Emilio Botim, tem assinalado que "a evolução do primeiro semestre de 2014 confirma que Banco Santander tem retomado a senda da recuperação dos resultados prévios à crise, para o que tem sido determinante a diversificação geográfica do grupo". 

O benefício do segundo trimestre situou-se em 1.453 milhões.

Apesar das divisas 

O resultado do trimestre produz-se ainda num contexto de incipiente recuperação e taxas de juro muito baixas em moedas finques para o Grupo, como o euro, a libra ou o dólar. De facto, o benefício do primeiro semestre deste ano tivesse crescido um 40 %, em lugar do 22 %, se tivessem-se mantido estáveis as divisas com respeito ao mesmo período do ano passado.

 A melhoria da conta de resultados arranca desde a primeira linha, com um aumento da margem de interesses do 5 % com respeito ao trimestre anterior. Isto permite que os rendimentos básicos (margem de interesses e os rendimentos por comissões) de Santander do primeiro semestre de 2014 atinjam 19.095 milhões de euros, um 2 % menos, ou um 7 % mais se eliminamos o efeito de tipo de mudança.

Os custos atingiram 4.906 milhões de euros no segundo trimestre, custo muito similar ao dos três meses anteriores. No semestre somam 9.753 milhões, o que supõe um descenso do 4 %.

A evolução dos rendimentos e as despesas permite que a margem neta (o resultado de exploração recorrente) atinja 5.582 milhões de euros no segundo trimestre, com um aumento do 6 % com respeito ao primeiro. 

Este comportamento dos rendimentos e os custos possibilita uma melhora na ratio de eficiência.  O 45 % do benefício tem sua origem em economias em desenvolvimento (America Latina e Polónia)e o resto, em maduras. Por países, a maior contribuição corresponde a Reino Unido, com um 20 %; segue-lhe Brasil, com um 19 %; Espanha (13 %); Estados Unidos (9 %), e México (8 %), Chile (7 %), Polónia (6 %) e Alemanha (5 %).

Aumenta o crédito

A fechamento do primeiro semestre, a carteira de créditos ascendia a 734.363 milhões de euros, um 3 % mais que em dezembro de 2013. Isto é, no primeiro semestre o Grupo Santander tem incrementado seu investimento creditícia em 22.924 milhões de euros. A melhoria nas economias maduras tem jogado um papel finque nesta evolução. 

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