Suíça amplia investigações sobre Petrobras para incluir Odebrecht

Suíça amplia investigações sobre Petrobras para incluir Odebrecht

22 julho 2015, 20:54
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A procuradoria-geral da República da Suíça informou nesta quarta-feira (22) que ampliou uma investigação de corrupção na Petrobras para incluir a construtora Odebrecht SA e outras companhias associadas, segundo a Reuters.

"Subsidiárias da Odebrecht são suspeitas de usar contas suíças para fazer pagamentos de propina a ex-executivos da Petrobras, que também mantinham contas bancárias na Suíça", afirmou o gabinete do procurador-geral, em um comunicado.

 No mês passado, a procuradoria suíça encaminhou ao Ministério Público Federal (MPF) brasileiro um relatório de cooperação internacional que aponta evidências de que o ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró recebia dinheiro em contas no exterior. O documento foi protocolado na ação penal que tramita contra ele na primeira instância da Justiça Federal.

Conforme o documento, assinado pelo procurador Stefan Lenz, Cerveró tinha pelo menos duas contas na Suíça. Uma delas pertencia a uma offshore panamenha chamada Russel Advisors AS, que segundo a procuradoria suíça tinha Cerveró como beneficiário. O relatório mostra que esta conta recebeu um pagamento de U$S 75 mil da empresa Three Lions Energy Inc., que, por sua vez, tem como beneficiário o empresário Fernando Soares, o Fernando Baiano.

Cerveró e Baiano são réus em um processo que os acusa de receber US$ 40 milhões de propina para intermediar a contratação pela Petrobras de navios-sonda para a perfuração de águas profundas na África e no México. Fernando Baiano era representante de Nestor Cerveró no esquema, ainda segundo a denúncia. Em outro processo, Cerveró já foi condenado a cinco anos de prisão por lavagem de dinheiro.

Bloqueio de recursos
Em março, o Ministério Público da Suíça bloqueou 400 milhões de francos suíços (equivalente a R$ 1,3 bilhão) em nove investigações sobre a Petrobras no país europeu.

O procurador suíço detalhou que as investigações sobre a Petrobras na Suíça concentram-se sobre mil operações bancárias, em 30 instituições financeiras. Cerca de um terço dessas transações foram feitas em bancos suíços, outro terço em bancos fora do país europeu e outro terço em locais ainda não identificados.

“Esse caso [Petrobras], em termos de ativos bloqueados, é muito importante. O que eu acho que torna esse caso específico é o nível de boa cooperação e a celeridade em que conseguimos liberar o dinheiro de volta para o Brasil. Temos certeza que podemos continuar a cooperar”, afirmou, acrescentando que a devolução de R$ 390 milhões ao Brasil está sendo feita no prazo de um ano.

 


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