TAP dará retorno financeiro em prazo de 4 a 5 anos, diz Neeleman

TAP dará retorno financeiro em prazo de 4 a 5 anos, diz Neeleman

28 junho 2015, 16:48
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Dono da Jet Blue, da Azul Linhas Aéreas, e agora da TAP, David Neeleman prevê que os resultados positivos da aquisição da estatal portuguesa ocorram em um período aproximado de quatro a cinco anos. O negócio, fechado nesta quarta-feira (24), está praticamente fechado, só depende de análises fiscais pelos europeus.

Neeleman não deu prazos, mas garantiu que cooperação entre Azul e TAP começará "em breve"

"Tudo que é bom não é fácil. Nem rápido, porque se fosse eu faria sempre", afirmou o empresário ao iG, após coletiva de imprensa na qual foi anunciada a compra de 5% da Azul pela norte-americana United Airlines.

O considerado longo período para o retorno financeiro se deve ao investimento de compra em si, à injeção de € 600 milhões a €800 milhões – na qual se inclui a aquisição de 53 novos aviões –, e também está relacionado com a dívida bilionária que será herdada.

Neeleman não estipulou prazos, mas disse que a operação conjunta de codeshare (intercâmbio de voos e passageiros) entre Azul e TAP começará "o mais breve possível". Ele citou o momento atual de crise da economia e a relacionou com os benefícios que as novas linhas entre o Nordeste e a Europa – de menor custo operacional pela curta distância – podem trazer.

"Isso vai ser bom para o Nordeste, porque 50% das pessoas que estão nesses voos são europeus que chegam aqui gastanto dinheiro, gastando euros", disse.

Na aquisição feita por Neeleman, em conjunto com o empresário português Humberto Pedrosa no consórcio Gateway, o americano-brasileiro não descartou uma entrada da Azul no capital da TAP. Apesar das regras da União Europeia impedirem que companhias aéreas da região sejam controladas em mais de 50% por um proprietário não europeu, o empresário não descarta uma entrada da Azul no capital da TAP.

"É capaz. Vamos ver o que é vantagem para os dois. Agora é cedo. Mas como mesmo pai, tudo é possível quando tem dois irmãos", afirmou, ponderando a proibição de um proprietário não europeu controlar mais da metade de uma empresa europeia.


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