Apesar de terceira alta seguida, dólar fecha abaixo de R$ 3,10

Apesar de terceira alta seguida, dólar fecha abaixo de R$ 3,10

26 maio 2015, 01:04
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O dólar consolidou sua terceira sessão seguida de alta ante o real, rompendo a marca de R$ 3,10 no intradia, mas fechou mais perto das mínimas do que das máximas. O desempenho da moeda foi amparado em fatores domésticos, uma vez que o feriado do Memorial Day nos EUA, nesta segunda-feira, 25, enfraqueceu o mercado de moedas no exterior. O dólar à vista terminou em R$ 3,099 (+0,36%) no balcão. Oscilou da máxima de R$ 3,1310 (+1,39%) à mínima de R$ 3,098 (+0,32%). O volume à vista era de apenas US$ 660 milhões perto das 16h30. No mercado futuro, o dólar junho subia 0,10%, a R$ 3,106, às 16h36.

O dólar operou em alta durante toda a sessão, mas as máximas foram batidas pela manhã, com os investidores preocupados com o futuro do ajuste fiscal, pois nesta semana serão discutidas no Senado as Medidas Provisórias 664 e 665, que endurecem as regras de benefícios previdenciários e trabalhistas. Além disso, pairou um mal-estar com a ausência do ministro Joaquim Levy no anúncio do contingenciamento na sexta-feira, que levantou a discussão sobre divergências no valor do corte em relação ao Ministério do Planejamento.

No início da tarde, declarações do ministro aliviaram um pouco as tensões, levando o dólar a renovar mínimas, e os investidores que compraram moedas pela manhã devolveram parte do movimento na etapa vespertina.

Levy, em entrevista coletiva, negou que houvesse qualquer divergência com o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, com relação ao valor do contingenciamento do Orçamento, fixado em R$ 69,9 bilhões, por causa da sua ausência na cerimônia de anúncio, na sexta-feira, 22. "Não houve divergência. Estava gripado", disse. E logo em seguida emendou uma tosse que arrancou risadas das pessoas presentes. Ele garantiu ainda que em nenhum momento pensou em deixar o governo e a cadeira de ministro da Fazenda.

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