Merkel marca posição da UE antes da cúpula com parceiros do Leste

Merkel marca posição da UE antes da cúpula com parceiros do Leste

22 maio 2015, 15:08
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A chanceler alemã, Angela Merkel, advertiu nesta quinta-feira as seis ex-repúblicas soviéticas ao leste da União Europeia para que não esperem muito do bloco; e pediu à Rússia que conserte sua relação com a Ucrânia.

"A Associação Oriental não é um instrumento de ampliação da União Europeia, e sim um mecanismo de aproximação com a UE", disse Merkel ao chegar à sede da Cúpula, em Riga.

Associação Oriental é o nome dado ao vínculo entre os 28 países da UE e as seis ex-repúblicas soviéticas (Armênia, Azerbaijão, Belarus, Geórgia, Moldávia e Ucrânia).

"Não devemos criar falsas expectativas que mais tarde não teremos condições de cumprir", disse Merkel sobre o desejo de Ucrânia, Moldávia e Geórgia de ingressar na UE.

Merkel, que teve um papel central na busca de uma solução pacífica para o conflito na Ucrânia, deixou claro que a Rússia não tem razões para temer vínculos mais estreitos entre UE e os seis países.

"A Associação Oriental não foi criada contra ninguém, especialmente contra a Rússia", disse Merkel no Parlamento alemão antes de viajar para a Letônia.

Em Riga, os 28 membros da UE confirmarão sua vontade de aproximação política e comercial com os seis países, segundo o rascunho do comunicado final enviado à AFP.

A UE espera relançar a aproximação com os seis países após o fracasso da cúpula precedente, em novembro de 2013, que terminou de forma caótica quando o então presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, se recusou a firmar o acordo de associação com o bloco.

A decisão de Yanukovich provocou uma onda de protestos na Ucrânia que levou a sua queda, em fevereiro de 2014, à anexação da Crimeia pela Rússia e à uma sangrenta guerra civil no leste ucraniano.

Um Acordo de Associação entre UE e Ucrânia acabou sendo firmado no ano passado, pelo presidente pró-ocidental Petro Poroshenko, colocando definitivamente o governo de Kiev sob a órbita europeia.

"Queremos apenas uma coisa: que estes vínculos não se construam em detrimento dos legítimos interesses da Federação da Rússia", disse na terça-feira, em Bruxelas, o ministro russo das Relações Exteriores, Sergei Lavrov.

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